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Copacabana Palace

Copacabana Palace

R$65,00



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80 Anos – Copacabana Palace, livro com texto assinado por Ricardo Boechat e fotos de Sérgio Pagano, conta a história – Um Hotel e uma História do famoso hotel que pode ser visto como “personagem” à parte no Rio de Janeiro, desde sua inauguração em 1923, e que foi,  talvez,  para os da época, a evidência mais convincente  do refrão ufanístico “O Rio civiliza-se!”, proclamado na primeira  década do século 20 por Figueiredo Pimentel, iniciador da crônica mundana na imprensa carioca.
O Rio, para a crônica chique, era sobretudo a rua do Ouvidor, que fazia contraponto a um mundo de cortiços, miserabilidade e grande número de  doenças, entre elas a febre-amarela, que dava à capital uma vergonhosa fama.
80 Anos mostra, com texto otimamente pesquisado, o início de um outro pólo de interesse social para a elite: o bairro de Copacabana. O Palace que aí vai inaugurado em 1923 terá duas características, ditadas pelo seu comando, as quais revelam a cidade do Rio de Janeiro  ou mesmo o Brasil do tempo: conservadorismo e ensaios de modernidade.
Na segunda delas, a presença da Europa é imprescindível, sobretudo Paris, a Cidade Luz, que deslumbrara no século anterior e continuava deslumbrando intelectuais, políticos ou os que, possuindo dinheiro, pretendessem também, como complemento, revelar finesse.
O Copacabana Palace, num bairro que se situará na “cidade que redesenhava seu coração para sobreviver e, para isso, teria 614 prédios demolidos – a maioria  cortiços  miseráveis, apinhados de gente, – é o ápice de um espaço privilegiado para se hospedar ou viver, fazendo, com isso, história.
Como a história é moldada por gente, impressiona, no livro, os “personagens” ligados ao hotel. Daí o interesse e a riqueza postos no livro que, contando a origem do bairro Copacabana e, a seguir, a história, fastígio e percalços do hotel, narra com lanças de grande interesse, drama humano ou até mesmo compaixão, as história de inúmeras celebridades que, por decênios, conviveram com o deslumbramento do Palace. Desse deslumbramento dão conta, com maestria, a fotos de Sérgio Pagano e as inúmeras ilustrações. Fascinantes, com o acréscimo da revelação de um modus vivendi já transcorrido, mas que ficará, graças ao livro, como insubstituível documento.
Contando, então, a história do hotel, narrram-se fatos até pitorescos, como a da famosa atriz francesa Sarah Bernhardt, que em 1886 “chocaria toda a Corte com os trajes de banho que usou na longínqua Copacabana, onde passou horas sentada na areia, contemplando o horizonte.
Uma história também de perfil humano, de imposição de visão de mundo: ”Durante quase cinco décadas Octávio Guinle dirigiu o Copacabana Palace de maneira pessoal, rígida e discreta. As normas que implantou refletiam um temperamento aristocrático, a busca constante de requinte (...)
Livro, então, que mostra como “desde seus primeiros dias o Copacabana Palace foi uma ante-sala do Brasil. Uma ante-sala que assistiu a episódios em que várias vezes se delinearam rumos para o Brasil ou acontecimentos tragicômicos com finais nem sempre felizes, ou deslavado mundanismo, como à página 74 o saboroso capítulo “Cafajestes”, mas  nem tanto. Copacabana Palace, contando o roteiro do hotel, sobretudo sob o comando dos Guinle, pois a partir de 1989 foi comprado pelo grupo Orient Express, do empresário James Sherwood, visita rumos tomados pela capital do Brasil e, de algum modo, acentua acertos e desacertos desses rumos.
Copacabana Palace foi o grande fulgor numa cidade que precisava desde o início do século 20 revelar civilização e finesse. E conseguiu, como mostra este livro.

Projeto gráfico de Victor Burton
28x28 cm | 192 páginas | português/inglês
fotos coloridas e p&b | capa dura
INBS 978-85-7234-284-1

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